E Um botânico na Amazônia

 

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Atendendo à necessidade do resgate histórico da vida e da obra de João Barbosa Rodrigues, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) por iniciativa da Pró Reitoria de Extensão e Interiorização com o apoio do Museu Amazônico e de docentes das áreas de Ciência Biológicas e Ciências Humanas realizará de 06 a 10 de setembro de 2010 um evento em homenagem ao grande cientista, o I Simpósio Barbosa Rodrigues. Este evento fará parte da programação geral do 61º Congresso Nacional de Botânica.

Quem foi João Barbosa Rodrigues?

João Barbosa Rodrigues naturalista brasileiro que trabalhou na Amazônia no final do século XIX, tendo criado e implantado em Manaus o primeiro Museu Botânico da região.Uma parte importante da história da Botânica no Amazonas está ligada ao nome de João Barbosa Rodrigues, um naturalista brasileiro que atuou na Amazônia e em Manaus criou o Museu Botânico do Amazonas. Além da botânica, também deu importante contribuição em outras áreas do conhecimento como a zoologia, geografia, etnografia, paleontologia e arqueologia. Nunes Pereira (1942) apresenta uma relação dos trabalhos científicos do naturalista.
João Barbosa Rodrigues era engenheiro de formação, mas publicou inúmeras obras ligadas a Botânica, sendo o seu Sertum Palmarum Brasiliensis talvez a mais famosa. Produziu também uma obra congênere Sertum Orchidacearum que lamentavelmente ficou inédito. Em relação às Orquídeas publicou vários trabalhos uma vez que era apaixonado por esse grupo de plantas.
Durante o período de 1872 a 1875 foi encarregado da “Comissão do Amazonas”, de cujo trabalho resultou um relatório, onde se encontram inúmeras referências sobre a flora e fauna da região.
O Museu Botânico do Amazonas foi uma iniciativa da Princesa Isabel, cva da Princesa Isabel, criado e implantado por Barbosa Rodrigues, tendo sido inaugurado em 16/02/1884. O museu era “destinado a estudar botânica e quimicamente a flora da província e a vulgarizar os seus produtos” (Lopes, 1997).
Quando o museu foi instalado, já dispunha de coleções botânicas e etnológicas provenientes dos trabalhos realizados no âmbito da Comissão do Amazonas.
Não menos importante foi a publicação da revista Velosia que só teve um número dividido em dois volumes, nos quais estão descritas várias espécies novas da flora amazônica.


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